quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Orçamento congela salários para reduzir défice de 9,3%

São sempre os mesmos a pagar a factura...
O défice de 2009 derrapou para 9,3%, mas o Governo promete reduzi-lo em um ponto percentual já este ano. Para isso, penaliza reformas antecipadas na função pública e congela salários. Apoios à economia são para manter.
"Um Orçamento para a Confiança", assim apelidou o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o OE para 2010, uma proposta que o Executivo construiu tendo em atenção a necessidade de manter o apoio à economia e ao emprego e o retomar da consolidação orçamental. É que, em 2013, o défice terá de regressar a valores abaixo de 3 %, depois ter ficado nos 9,3 % em 2009. Confiante de que, a nível do ambiente económico externo, voltarão os ventos de retoma, e que isso ajudará à recuperação da economia portuguesa, o ministro das Finanças diz esperar um crescimento do PIB de 0,7%, e que até ao fim do ano o nível de emprego possa começar a recuperar.Já passava das 23 horas quando o ministro de Estado e das Finanças traçou à imprensa as linhas gerais do Orçamento para 2010 que momentos antes entregara - dentro do prazo, mas quase cinco horas depois do previsto - ao presidente do Parlamento, Jaime Gama. Ainda assim, e apesar de a proposta orçamental vir à luz do dia com a viabilização previamente garantida pela abstenção inicial do PSD e do CDS-PP, Teixeira dos Santos sublinhou que o esperado défice de 8,3 % para 2010 será uma redução face a 2009 de cerca de um ponto percentual.Teixeira dos Santos disse ser relevante estimular a confiança na economia e que, através do Estado, "se possa alavancar o investimento na economia". Frisa que existem investimentos "de iniciativa pública sem incidência orçamental". Mas sublinhou sempre os investimentos de menor dimensão: energia , escolas, hospitais e equipamentos sociais, estes últimos de natureza pública. A criação de emprego será um dos critérios de opção no investimento público que efectivamente irá avançar. Defendeu que os apoios às empresas são fundamentais, designadamente para o acesso à obtenção de crédito, e adiantou um conjunto de medidas para as PME, como a eliminação do imposto de selo em várias operações realizadas pelas empresas, para "aliviar os custos de contexto", que é o objectivo destas medidas. O Governo avança igualmente com a compensação de créditos e com mecanismos de arbitragem fiscal, para agilizar os contenciosos fiscais. O crédito fiscal ao investimento, lançado em 2009, vai manter-se em 2010.De resto, é restrição. O ministro vai propor a não actualização de salários em 2010 e reforçar a racionalização dos efectivos: volta a regra de uma admissão por cada duas saídas, sendo consagrada uma cativação de 1,25 % nas despesas salariais. Vão ser mais penalizadas as reformas antecipadas na função pública, com uma taxa de 6% ao ano.

Madeira dá lugar a negociações


Conversações informais e um grupo de trabalho para se perceber se ainda é possível um acordo na revisão da lei que esvazie a tensão política entre Governo e PSD são os mais recentes desenvolvimentos no polémico processo da revisão da Lei de Finanças Regionais pedida pela Madeira.
Coube ao PSD avançar com a proposta de um grupo de trabalho, liderado por Hugo Velosa, para tentar alcançar pontos de convergência, depois de o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, ter conversado com os líderes de todas as bancadas para encetar o diálogo. Já houve encontros informais com PCP e CDS. Faltam PSD e BE.
O PSD registou a abertura ao diálogo, mas o deputado social--democrata Guilherme Silva avisou que não aceita baixar os montantes previstos para o arquipélago. Em causa estão cerca de 80 milhões de euros: 0,05 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Outros dos problemas a ultrapassar é o momento da votação. Da Madeira, o presidente do Governo Regional declarou que queria o assunto resolvido até amanhã. O ideal para o PSD é votar ainda esta semana a revisão da lei, mas o calendário do grupo de trabalho torna inviável a votação até final da semana. São questões de pormenor que podem causar polémica.
Pelo CDS, Assunção Cristas considerou positivo alcançar "este patamar de entendimento". Já Francisco Assis, líder parlamentar do PS, espera "uma boa solução".
O cenário de crise política que eclodiu no passado fim-de-semana com especulações de demissões no Governo ou uma moção de confiança foi alvo de comentários na Comissão de Orçamento e Finanças. Luís Fazenda (BE) ironizou: "O impulso demissionista do primeiro-ministro era uma notícia claramente exagerada." Já Guilherme Silva sustentou que se o Governo manifestou disponibilidade para colaborar isso revela que não pretendia demitir-se.

APONTAMENTOS
COMPENSAÇÃO
PSD quer uma compensação de 102 milhões a repartir entre 2011 e 31 de Dezembro de 2012.

MOMENTO DO DIA
Minutos antes da primeirareunião do grupo de trabalho,o deputado do PSD Guilherme Silva fez o ponto de situaçãoa Manuela Ferreira Leite, líder do partido.

RESULTADOS
A primeira reunião do grupode trabalho foi satisfatória para Guilherme Silva. Hoje haverá mais um encontro.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

OE 2010: Governo congela salários da função pública


Ministro das Finanças anuncia aumento «zero», propondo aos sindicatos «a não actualização dos salários em 2010»
PorPaula Gonçalves Martins

In http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/funcao-publica-governo-salarios-orcamento-orcamento-de-estado-oe2010/1134605-1730.html

Jardim acusa Governo de "fazer chantagem"

O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, acusou esta terça-feira o Executivo de José Sócrates de estar a "fazer chantagem" com a Lei das Finanças Regionais.
Para o líder madeirense trata-se de um "pretexto para evocar eleições antecipadas." Jardim, que falava à saída da reunião semestral do executivo madeirense, considerou que não é a Oposição que está a tentar derrubar o Governo, porque "os portugueses darão a resposta a tudo isto", mas sim "um Governo que ameaça ir-se embora perante a comunidade internacional e perante as dificuldades que Portugal tem, ameaça ir-se embora, por causa de um aumento de despesa de 0,05 por cento".
"É um termo feio, mas é chantagem", sublinhou. O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, acusou esta terça-feira o Executivo de José Sócrates de estar a "fazer chantagem" com a Lei das Finanças Regionais.
Para o líder madeirense trata-se de um "pretexto para evocar eleições antecipadas." Jardim, que falava à saída da reunião semestral do executivo madeirense, considerou que não é a Oposição que está a tentar derrubar o Governo, porque "os portugueses darão a resposta a tudo isto", mas sim "um Governo que ameaça ir-se embora perante a comunidade internacional e perante as dificuldades que Portugal tem, ameaça ir-se embora, por causa de um aumento de despesa de 0,05 por cento".
"É um termo feio, mas é chantagem", sublinhou.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tomada de Posse da Concelhia da JSD da Concelhia de Machico

Fruto do sufrágio realizado no dia 20 de Janeiro do corrente ano para a Concelhia Política da JSD da Concelhia de Machico, para o ano 2010/2011, está marcado para o próximo sábado, dia 30 de Janeiro, pelas 17h:00min, na sede do PPD/PSD Machico, a tomada de posse dos novos dirigentes da JSD:
Presidente: Magna Ferreira
Vice-Presidente: João Nuno Alves
Secretário: Duarte Teixeira
Vogal: Regina Spínola
Vogal: Elisabete Nóbrega
Vogal: Leena Calaça
Vogal: Maurício Rodrigo

Todos os militantes e simpatizantes estão convidados a testemunhar este acto!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Armando Vieira reeleito presidente da ANAFRE


Armando Vieira promete ser mais reivindicativo, principalmente para garantir que a transferência de novas competências para as freguesias seja acompanhada dos respectivos meios financeiros.

Armando Vieira, presidente reeleito da ANAFRE, defende que a transferência de novas competências para as freguesias seja acompanha dos respectivos meios financeiros

Armando Vieira, o único a candidatar-se ao cargo, foi reeleito presidente do Conselho Directivo da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) com 93,2 por cento de votos, uma «votação maciça» que deixou o responsável «muito satisfeito». «Esta eleição tem um sabor especial por ser o último mandato, porque apesar de ser uma tarefa profundamente gratificante, é também muito exigente e há uma altura em que é preciso parar», disse à agência Lusa o autarca social-democrata. A votação foi realizada no encerramento do XII Congresso Nacional da ANAFRE, que decorreu durante três dias, em Lisboa, e onde também foram cumpridos os objectivos propostas pelo presidente daquela entidade. O encontro centrou-se, essencialmente, no debate pela garantia de mais competências às freguesias, significado de um «melhor poder local».
Entretanto, em declarações à TSF, o presidente reeleito da ANAFRE prometeu ser mais reivindicativo.
«Chegou a hora de uma vez por todas se resolver o problema da clarificação e da transferência de competências», porque «não temos uma visão corporativa da função», mas antes ligada a «satisfazer as necessidades básicas do cidadão ao menor custo possível», disse.
Armando Vieira sublinhou que quer que essas competências, que os autarcas desempenham «de forma delegada, dependente do estado de espírito e da vontade politica dos autarcas ou do Governo», passem a ser «consagradas na lei das freguesias».

Freguesias: Armando Vieira reeleito presidente da ANAFRE com "sabor especial" por ser o último mandato

Lisboa, 24 Jan (Lusa) -- Os representantes das juntas de freguesia do país elegeram hoje Armando Vieira como presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), uma vitória com "um sabor especial" já que será o terceiro e último mandato do autarca.
"Esta eleição tem um sabor especial por ser o último mandato, porque apesar de ser uma tarefa profundamente gratificante, é também muito exigente e há uma altura em que é preciso parar", disse à Lusa o autarca social-democrata.
Armando Vieira, o único a candidatar-se ao cargo, foi reeleito presidente do Conselho Directivo da ANAFRE com 93,2 por cento de votos, uma "votação maciça" que deixou o responsável "muito satisfeito".

sábado, 23 de janeiro de 2010

JSD com eleições calmas a Leste

Decorreram, na quinta-feira, as eleições nas duas concelhias da JSD da zona leste da Madeira. Apenas uma lista se apresentou a eleições em cada um dos concelhos, facto que de alguma forma veio tronar menos emotivo o acto eleitoral. A grande novidade registou-se em Machico, onde após cinco mandatos à frente desta concelhia, Vítor Ruel abandonou a liderança desta força partidária por limite de idade. A única lista que se apresentou a eleições em Machico era liderada por Magna Mendonça, de 28 anos, formada na área dos Recursos Humanos e que actualmente realiza um estágio profissional nesta área. Ao DIÁRIO, a candidata disse que o acto eleitoral decorreu de "forma tranquila" e lamentou que não tivesse aparecido mais nenhuma lista no acto eleitoral. Em cerca de 426 militantes, votaram apenas 30, cinco dos quais em branco. A nova líder pretende também continuar com algumas iniciativas de Vítor Ruel. Em Santa Cruz, mantém-se na liderança da concelhia Pedro Fernandes, filho do presidente da Concelhia do PSD de Santa Cruz, Sidónio Fernandes. Votaram 43 militantes nestas eleições, sendo que dois desses votos foram em branco e um outro nulo.
Marco Freitas
In http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010106230110
23-01-2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eleições na Comissão Política da JSD da Concelhia de Machico

As eleições, do dia 20 de Janeiro de 2001, na sede do PPD/PSD Machico, decorreram dentro da normalidade, tendo-se sido apresentado uma única lista constituída pelos seguintes elementos:
Presidente: Magna Ferreira
Vice-Presidente: João Nuno Alves
Secretário: Duarte Teixeira
Vogal: Regina Spínola
Vogal: Elisabete Nóbrega
Vogal: Leena Calaça
Vogal: Maurício Rodrigo
Boletim Eleitoral
A Nossa Mensagem
Comprometemo-nos a cooperar em prol do desenvolvimento da nossa Concelhia e de todos os nossos jovens militantes, o que nos obrigará a um esforço continuado para aprender e ensinar, dinamizar e criar, para captar novos conceitos, para aprender e implementar melhores técnicas e práticas. Fomentando e apoiando o associativismo de base local.
Comprometemo-nos a seguir os nossos líderes políticos, apostando em relações de confiança, estabelecer objectivos claros e honrar os nossos compromissos, estas serão algumas das premissas em que basearemos a nossa actuação.
Estamos, cientes de que os resultados das nossas acções serão o resultado para um futuro melhor; e serão esses resultados que nos permitirão perdurar e continuar a trabalhar, servindo todos os que nos confiaram.
A Nossa Missão
Acrescentar valor à nossa Concelhia, de forma global, actuando de forma a marcar a diferenciação e desenvolvendo novas actividades/acções em perfeita harmonia com toda a equipa e todos os nossos militantes.
A Nossa Visão/Desafio Estratégico
Pretendemos ser a Comissão Politica de Concelhia de referência na Região, com um nível de actuação com os militantes e com toda a comunidade em geral com espírito vencedor.
Os Nossos Valores
  • Compromisso, credibilidade e confiança
  • Estar próximo de todos os nossos militantes
  • Promover e partilhar o conhecimento
  • Ser compreensivo e cooperativo
  • Inovadores e criativos

Os Nossos Objectivos para 2010/2011

  • Realização do Conselho Municipal entre os diversos Núcleos do Concelho;
  • Realização de reuniões com diferentes Órgãos Municipais;
  • Diversos encontros/reuniões com militantes e núcleos para a deliberação de actividades a desenvolver ao longo do ano em todas as freguesias;
  • Realização de Acções de Formação, Congressos, Seminários, Workshops, Simpósios, conferências, Exposições em diversas áreas temáticas;
  • Campanhas de apoio social: criação de equipas de voluntariado; entrega de donativos a diferentes instituições; encontros/intercâmbios com instituições de seniores;
  • Actualização e criação de novas redes sociais da JSD/Machico (Twitter; Blog; Facebook; Hi5);
  • Realização de várias Festas/ Bailes temáticos e convívios entre militantes de diferentes Concelhias;
  • Realização da 1ª Edição "+ Jotas" em que procuraremos fomentar, "+" a participação de todos os militantes da JSD/Machico, bem como o ingresso de futuros novos jovens militantes na nossa Concelhia;
  • Criação de várias actividades lúdicas: Torneios de Verão, Jogos Radicais, Caminhadas/ Levadas a pé; visitas culturais; fruição cultural e artística dos jovens; acampamentos; concurso de karaoke "A melhor voz da JSD"; passagens de modelos; eleição da "Miss JSD Machico", entre outras actuações;
  • Organização e desenvolvimento de várias acções para a comunidade em geral;
  • 8ª Edição do Curso de Primeiros Socorros; a "Feira da Saúde" , com múltiplos rastreios, entre outras actividades.

Estes são alguns, de muitos outros, objectivos e acções/projectos que desejamos poder desenvolver com o Vosso apoio, opinião e participação!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Madeira Livre n.º 16 - Janeiro de 2010

Os degraus da História
Motivo para reflexão será se o PSD/Madeira, um dia, deverá se transformar num novo partido.
Para já, e embora a Constituição proíba anti-democraticamente “partidos de âmbito regional”, qualquer formação política pode ser feita, bastando para tal que semelhante qualificação não conste dos respectivos estatutos fundadores.
Nem sequer existe a obrigação de a respectiva sede ser sempre em Lisboa....
Como há ainda a questão se o PSD/Madeira, e personalidades de todos os distritos do Continente, aí socialmente prestigiadas, poderiam preencher o espaço disponível no espectro político nacional, o de um partido federalista.
Alberto João Jardim
Veja Tudo no MADEIRA LIVRE:
N.º 16 - JANEIRO 2010.