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quinta-feira, 4 de março de 2010

Madeira Livre n.º 18 - Março de 2010

RECONSTRUÇÃO
Uma catástrofe desabou sobre a Madeira.
É hora de luto, mas também de apelo às forças íntimas
de cada um, as quais, ao longo de gerações e da História, fizeram
e sustentaram a gesta do Povo Madeirense.
O nosso passado é construído de confrontos cíclicos entre Povo
e Natureza.
Em todos os momentos que a fúria Desta parecia nos derrotar
de vez, a Alma possante dos Madeirenses revestiu a
couraça para enfrentar o Destino, feriu as mãos
no basalto e reconstruiu.
RECONSTRUÇÃO é a palavra de ordem.
Todos os braços serão poucos.
Depende muito dos apoios que se materializarem. Mas a
solidariedade que logo recebemos de todo o lado dá-nos fé
para crer que não se trata de palavras vãs.
Não é a hora da Política.
É a hora de muito TRABALHO SOLIDÁRIO E ORGANIZADO.
O Turismo e a Economia têm de assumir o seu funcionamento,
custe o que custar, e estão já a fazê-lo.
Eu próprio substituí por este o escrito que aqui hoje iria ser
publicado, bem como suspendi outros já preparados.
E só continuarei a escrever quando for possível.
A vida mudou por estes próximos tempos, e de que maneira!
Não há espaço sequer para distracção com aqueles de
comportamento canalha, que logo se aproveitaram desta
tragédia sem precedente.
A catástrofe também mostrou o sempre denunciado
analfabetismo de alguns. “Não se tira pedra da ribeira”, porém
ela veio sobre nós. Não se robustece o litoral, como na expansão
territorial de alguns países, e eis o mar em cima de nós. Não se
canaliza as ribeiras, e se não o fizéssemos, hoje o Funchal, como
cidade, teria desaparecido, tal como a Ribeira Brava.
Basta de institucionalizar a asneira!
E não percamos mais tempo com eles.
RECONSTRUÇÃO
O mais célere e correctamente possível. Não é tempo
para burocracias e positivismos jurídicos.
Não é tempo para rivalidades e confrontos mesquinhos.
Estamos em ESTADO DE NECESSIDADE.
Um grande MUITO OBRIGADO a todos os que nos estão
a ajudar. Desde Instituições do Estado e todas as outras, através
dos seus Titulares, até ao Cidadão mais anónimo.
Que pessoas fantásticas!
E como esta Nação Portuguesa é fantástica
quando toca a reunir!
Obrigado, muito obrigado.
por Alberto João Jardim

Veja tudo no MADEIRA LIVRE:
N.º 18 - MARÇO de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Madeira Livre n.º 17 - Fevereiro de 2010

As “sociedades secretas” ou “Congregações”

O Partido Social Democrata da Madeira desde cedo se mostrou hostil a qualquer fórmula de corporativização do Sistema político, por basear a Democracia no sufrágio universal de voto secreto e individual. (...) o Partido Social Democrata da Madeira ainda mais distante se quis manter em relação às “Congregações”, pois não admite que a vontade livre do Eleitorado seja subvertida por interferências ainda por cima pouco claras ou mesmo não às claras. Não quer com isto se dizer que sejamos tão ingénuos, ao ponto de ignorar a normal estratégia de penetração que tais tipos de associações têm por prática, em Instituições que lhes interessa estar por dentro, ainda que só para resultados não imediatos. Até porque, a nível individual, o PSD/Madeira não tem que se meter na vida e opções de cada um.

Alberto João Jardim

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N.º 17 - FEVEREIRO 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Madeira Livre n.º 16 - Janeiro de 2010

Os degraus da História
Motivo para reflexão será se o PSD/Madeira, um dia, deverá se transformar num novo partido.
Para já, e embora a Constituição proíba anti-democraticamente “partidos de âmbito regional”, qualquer formação política pode ser feita, bastando para tal que semelhante qualificação não conste dos respectivos estatutos fundadores.
Nem sequer existe a obrigação de a respectiva sede ser sempre em Lisboa....
Como há ainda a questão se o PSD/Madeira, e personalidades de todos os distritos do Continente, aí socialmente prestigiadas, poderiam preencher o espaço disponível no espectro político nacional, o de um partido federalista.
Alberto João Jardim
Veja Tudo no MADEIRA LIVRE:
N.º 16 - JANEIRO 2010.