RECONSTRUÇÃOUma catástrofe desabou sobre a Madeira.
É hora de luto, mas também de apelo às forças íntimas
de cada um, as quais, ao longo de gerações e da História, fizeram
e sustentaram a gesta do Povo Madeirense.
O nosso passado é construído de confrontos cíclicos entre Povo
e Natureza.
Em todos os momentos que a fúria Desta parecia nos derrotar
de vez, a Alma possante dos Madeirenses revestiu a
couraça para enfrentar o Destino, feriu as mãos
no basalto e reconstruiu.
RECONSTRUÇÃO é a palavra de ordem.
Todos os braços serão poucos.
Depende muito dos apoios que se materializarem. Mas a
solidariedade que logo recebemos de todo o lado dá-nos fé
para crer que não se trata de palavras vãs.
Não é a hora da Política.
É a hora de muito TRABALHO SOLIDÁRIO E ORGANIZADO.
O Turismo e a Economia têm de assumir o seu funcionamento,
custe o que custar, e estão já a fazê-lo.
Eu próprio substituí por este o escrito que aqui hoje iria ser
publicado, bem como suspendi outros já preparados.
E só continuarei a escrever quando for possível.
A vida mudou por estes próximos tempos, e de que maneira!
Não há espaço sequer para distracção com aqueles de
comportamento canalha, que logo se aproveitaram desta
tragédia sem precedente.
A catástrofe também mostrou o sempre denunciado
analfabetismo de alguns. “Não se tira pedra da ribeira”, porém
ela veio sobre nós. Não se robustece o litoral, como na expansão
territorial de alguns países, e eis o mar em cima de nós. Não se
canaliza as ribeiras, e se não o fizéssemos, hoje o Funchal, como
cidade, teria desaparecido, tal como a Ribeira Brava.
Basta de institucionalizar a asneira!
E não percamos mais tempo com eles.
RECONSTRUÇÃO
O mais célere e correctamente possível. Não é tempo
para burocracias e positivismos jurídicos.
Não é tempo para rivalidades e confrontos mesquinhos.
Estamos em ESTADO DE NECESSIDADE.
Um grande MUITO OBRIGADO a todos os que nos estão
a ajudar. Desde Instituições do Estado e todas as outras, através
dos seus Titulares, até ao Cidadão mais anónimo.
Que pessoas fantásticas!
E como esta Nação Portuguesa é fantástica
quando toca a reunir!
Obrigado, muito obrigado.
por Alberto João Jardim
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