quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Função Pública reage ao orçamento e marca manifestação


A Frente Comum de Sindicatos da Função Pública marcou uma manifestação para 5 de Fevereiro. Esta é a primeira reacção dos sindicatos ao Orçamento de Estado para 2010.
OE 2010: Governo congela salários da função pública Carvalho da Silva: «Orçamento agrava as desigualdades»
Em declarações à Agência Lusa, Ana Avoila considerou esta medida, apresentada no quadro do Orçamento do Estado para este ano, como «uma afronta aos trabalhadores» que mostra «a necessidade de luta».
Recorde-se que uma das revelações foi o aumento «zero» para a Função Pública. O Governo decidiu-se pelo congelamento dos salários.
STE e FESAP também estão descontentes com proposta
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) mostra-se surpreendido com esta opção do Governo. «Não achamos razoável que, no seguimento de dois anos de congelamento e depois de uma actualização em 2009, o Governo venha de novo apostar no congelamento, utilizar a mesma técnica quando os resultados foram aqueles que se vê», afirmou o presidente do STE, Bettencourt Picanço, citado pela «Renascença».
Da mesma opinião é a Federação de Sindicatos da Função Pública (FESAP).
«Nós entendemos que é possível aumentar os trabalhadores da Administração Pública, sem aumentar encargos, e damos o exemplo dos desperdícios que há na área da Saúde, em que se fala que cerca de 25% das verbas são perdidas por má administração», refere Nobre dos Santos.
Carvalho da Silva vai mais além e diz mesmo que «os trabalhadores têm direito a aumento salarial». O secretário-geral da CGTP-IN afirma que o que causou o défice «não foram os salários, mas sim os orçamentos das obras púbicas que provocaram desvios e também as parcerias sem controle».

Sem comentários:

Enviar um comentário