sexta-feira, 12 de março de 2010

Eleições no PPD/PSD: debate entre José Pedro Aguiar-Branco e Pedro Passos Coelho

Convocatória - XXXIII Congresso Nacional do PPD/PSD

Por deliberação do Conselho Nacional, de 12 de Fevereiro de 2010, convocam-se os militantes da Freguesia de Machico para reunirem no dia 26 de Março de 201, sexta-feira, das 17h:00min às 23h:00min, na sede do PPD/PSD Machico, Rua do Ribeirinho, n.º 3 A - Edifício Paz, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Eleição directa do Presidente da Comissão Política Nacional.
2. Eleição dos Delegados ao XXXIII Congresso Nacional do PPD/PSD

O Presidente da Messa da Assembleia de Freguesia
Emanuel Sabino Vieira Gomes

quinta-feira, 11 de março de 2010

Luísa Roseira defende que se retirem 5 milhões de euros de consultadorias para atribuir às freguesias

Miguel Frasquilho: “O Orçamento é uma desilusão”

A verdade da mentira...

Volvidos vinte anos (1989 – 2009) sobre a constituição de uma Associação, com os objectivos e com os propósitos que todos nós conhecemos, temos, de há uns anos a esta parte, vindo a sofre pequenos “ataques”, de variados quadrantes, que nos tem deixado mais frágeis…

O Governo insiste no seguir, de uma forma cega e penalizando sempre os mais pobres, uma politica dos números no combate ao défice em sacrifício dos trabalhadores e das populações. O corte nas transferências para as autarquias locais inscreve-se nesta atitude de obediência cega às directivas europeias, que se traduz em mais uma situação de profunda injustiça e que contraria a Lei das Finanças Locais e a própria Constituição da República. O nosso peso (das Freguesias) no orçamento de estado é uns míseros 0,1628 % do Orçamento de Estado (?).
Aumentos às Juntas de Freguesia? Quais aumentos?
Verificamos que esses pseudo aumentos só foram possíveis devido aos 5 milhões que retiraram aos eleitos a tempo inteiro ao a tempo parcial… isto é:
Verificamos que esse aumento foi somente de 2,5 %, e não de 5 % como gostam de apregoar, quando a receita fiscal arrecadada Estado teve um aumento de 11 %... a conjugação articulada dos artigos 238.º da Constituição da República e 30.º da Lei das Finanças Locais obrigaria a um crescimento de 11 % – valor que corresponde ao aumento das receitas fiscais do Estado – do valor global do FFF para garantir a repartição vertical dos recursos públicos pelo Estado e pelas autarquias.
Verificamos que a intenção é só uma: acabar com as Juntas de Freguesia… e o pior é que isso já está a acontecer:
Primeiro: falam em fusões e desaparecimentos de Juntas de Freguesia
Segundo: colocarmos uns contra os outros… e nada melhor do que falar em dinheiro: vencimentos!
Terceiro: se não gostam do sistema administrativo português que sejam frontais… digam-nos na cara e ao povo português e não andem com joguinhos!
Quarto: para quando um voto de confiança e um investimento em quem melhor dinheiros públicos aplica?
Quinto:
- Lei dos eleitos locais e a limitação ou mesmo a retirada dos presidentes de junta das assembleias municipais;
- Violam a Constituição Portuguesa e a Lei das Finanças locais (uma autarquia não pode receber um apoio inferior ao ano anterior?);
- O XV Congresso Nacional do PS, realizado em Santarém em 2006, aprovou uma moção individual que elimina as Juntas de Freguesia num raio de três quilómetros a partir da sede do concelho e que sugere postos locais de atendimento aos cidadãos, feito pelos funcionários nas actuais sedes de Junta. Isso permite “reduzir a burocracia”, “apostar nas novas tecnologias” e “economizar milhares de euros”.
- Valores astronómicos atribuídos ao sector bancário, valores astronómicos da Segurança Social perdidos na Bolsa; valores astronómicos perdoados às ex-colónias… e nós? Quando nós dão o devido valor?
- Esquecem-se que os ataques, que pensam que nos fazem, não são propriamente a nós… pois felizmente todos nós temos as nossas profissões… esses ataques são às nossas populações, gente essa que conhece a nossa cara, pois não votaram em cartazes, que confiam em nós, que fala diariamente connosco, pois não andamos distantes e escondidos nos corredores e escritórios…
Meus amigos, aqui não está uma questão de partidos, seja ele PPD/PSD, PS, PP-CDS, PCP, nem BE, ninguém… o aqui interessa é um grupo de gente que trabalha por uma povo, por uma terra, por uma identidade. Gente que deixa muitas vezes a família, o trabalho, o lazer para trabalhar por um ideal…
Agora para "colocar o cereja em cima do bolo": salários de presidentes de junta são 'money for the boys'...
Vão dar uma curva!!!

Oposição aprova cinco milhões para pagar a presidentes de junta

A oposição parlamentar aprovou hoje, com os votos contra do PS, uma proposta conjunta para inscrever no Orçamento do Estado para 2010 cinco milhões de euros para pagamento de remunerações dos presidentes de junta.
A proposta de alteração ao OE , aprovada com os votos favoráveis do PSD, PCP, CDS-PP, BE e PEV e contra do PS, prevê a inscrição de 5.145.000 euros para "satisfação das remunerações e dos encargos dos presidentes de junta que tenham optado pelo regime de permanência, a tempo inteiro ou meio tempo, deduzidos dos montantes relativos à compensação mensal para encargos a que os mesmos eleitos teriam direito se tivessem permanecido em regime de não permanência".
Como contrapartida ao aumento da despesa, os partidos recomendam "uma diminuição de valor equivalente" às verbas previstas para gastos com consultorias.
Uma proposta com o mesmo objectivo, da autoria do PCP, tinha sido chumbada na votação em comissão, na semana passada, mas aquele partido decidiu avocar a iniciativa para debate em plenário, reunindo o apoio da restante oposição.
No debate, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, criticou a iniciativa da oposição parlamentar, considerando que a Lei das Finanças Locais já prevê as verbas necessárias para pagar as remunerações dos eleitos das juntas.

Salários de presidentes de junta são 'money for the boys'

O debate parlamentar ficou marcado por um comentário do ministro sobre uma verba para remunerações dos presidentes de junta.

"A lei das Finanças Locais já incorpora o montante necessário para remunerar os membros eleitos das juntas de freguesia. O que está em causa é uma expressão que esteve muito em voga tempos atrás e que eu vou parafrasear: o que está em causa é `money for the boys´", afirmou Teixeira dos Santos no debate do Orçamento do Estado para 2010.

A expressão foi usada por António Guterres, quando chegou ao Governo, em 1995, assegurando que com ele à frente do Executivo não haveria "money for the boys", referindo-se ao cargos no aparelho do estado feitos por nomeação política. Porém, Guterres acabaria por fazer diversas nomeações desse tipo.

Oposição indignada

A frase de Teixeira dos Santos suscitou de imediato a indignação das bancadas da oposição, com o deputado do PCP Honório Novo a criticar o que considerou uma "expressão indigna".

"Não sei as linhas com que o seu Governo se cose para utilizar essa expressão, mas do que nós estamos a falar é de eleitos", afirmou, aplaudido pelo BE e pelo PSD.

Para o PSD, retirar as remunerações das transferências para as autarquias significa, na prática, diminuir essas transferências.

Do lado do BE, o deputado Francisco Louçã acusou o ministro de "incendiar o debate", e afirmou que os dois "administradores da Portugal Telecom (PT) que o Governo nomeou ganharam em prémios" o mesmo valor que a oposição pede para os eleitos que presidem às juntas de freguesia.

No mesmo sentido, o líder da bancada do CDS-PP, Pedro Mota Soares, afirmou que os "`boys´ são aqueles nomeados pelo Estado nas empresas públicas "sem terem currículo".

"`Boys´ são pessoas como o Dr. Rui Pedro Soares que ganharam milhões na PT sem terem currículo unicamente por ser amigo. Não chame `boys´ a presidentes de junta, chame `boys´ aos seus amigos, aos amigos do PS", afirmou.

Num pedido de defesa da honra, o deputado do PSD João Figueiredo, que se apresentou como presidente de uma junta de freguesia, pediu ao ministro das Finanças que se retractasse.

"Eu não sou consultor, nem autor de parecer. Não me incluo no conceito do "`money for the boys´". O que o ministro de Estado fez é uma afronta, que eu enquanto presidente de junta, não posso aceitar", disse.

No entanto, Teixeira dos Santos não apresentou qualquer pedido de desculpas, considerando que as bancadas da oposição se "refugiaram num `fait-divers´" para "fugir à verdade".